segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Papa elogia os agnósticos porque questionam a 'falsa certeza' dos ateus

No encontro inter-religioso em Assis (Itália) promovido pelo Vaticano, o papa Bento 16, diante de 300 religiosos, elogiou  na quinta-feira (26) os "agnósticos pensantes" porque "buscam a verdade" e, com o seu exemplo, removem dos "ateus combativos" a sua "falsa certeza".


Ele disse que os agnósticos também são importantes porque "põem em causa" os crentes que consideram "Deus como sua propriedade". Para ele, os crentes que têm “uma imagem reduzida ou até mesmo deturpada de Deus” são, em parte, responsáveis pelas pessoas que buscam a verdade e não encontram Deus.

No entendimento do papa, os agnósticos, por questionarem tanto os ateus como esse tipo de crentes, têm um papel importante contra a  "decadência do homem e do humanismo".

Trata-se da segunda oportunidade em que Bento 16 se esmerou em elogiar os agnósticos. Em setembro, quando se encontrava na Alemanha, ele disse que os agnósticos estão mais “perto do Reino de Deus do que os fiéis de ‘rotina’”, que são aqueles que não têm fé nem buscam a verdade divina.

Quatro descrentes participaram neste ano do encontro de Assis: os filósofos Remo Bodei, Julia Kristeva e Guilherme Hurtado e o economista Walter Baier.

Hurtado é o único agnóstico do grupo. Ele disse ter aceitado o convite para o encontro por acreditar na necessidade do dialogo em um mundo em crise.

Com informação do Corriere della Sera e Paulo Lopes

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