domingo, 13 de novembro de 2011

Associação de Gays reafirma que Malafaia prega ódio na TV

    A ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) emitiu nota reafirmando que o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, usa a TV, que é uma concessão pública, para pregar o ódio e a discriminação contra os homossexuais.
     Malafaia tem dito que, como pastor, não poderia odiar os gays, mas, com base na Bíblia, condena a homossexualidade.
    Contudo, de acordo com a nota da ABGLT, o caráter discriminatório do pastor se revelou mais uma vez na entrevista que deu à Época chamando Toni Reis, presidente da associação, de “bandido” e de “safado” e que ia arrombá-lo. Palavras inadequadas “para um líder religioso”.
   Na entrevista, Malafaia disse que ia “funicar” (entendida pela revista como “fornicar) Reis por ele ter usado um vídeo editado com má intenção para pedir ao Ministério Público a suspensão de seu programa televisão.
    O pastor acusou a revista de ter distorcido a sua entrevista ao lhe atribuir a palavra “fornicar”, que na Bíblia é usada para “apontar o ato pecaminoso da fornicação”. Argumentou que, com a gíria “funicar”, quis dizer “ferrar” e “derrotar”.
    A nota da associação cita “funicar”, mas não a polêmica que a palavra suscitou. Também não aborda a acusação de Malafaia de que Reis se valeu de um vídeo adulterado para acusá-lo de incitamento à violência.
     A associação argumentou que a liberdade de expressão e a religiosa não estão acima dos demais direitos fundamentais previstos na Constituição. Por isso acredita estar no “caminho certo” ao pedir às autoridades a  avaliação da permanência no ar do programa de Malafaia.

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