sábado, 5 de novembro de 2011

Atletas de Cristo ajudaram a desanuviar ambiente no Guarani


     No futebol tolera-se um ou quanto muito dois meses de salários atrasados para jogadores. Passou disso o clima fica insustentável, correto? Não. E o Guarani está aí para desmentir quem assim pensa. Ou o Guarani está aí como exceção à regra.
     O clube caminha para o quarto mês consecutivo sem pagar salários aos atletas e o Brasil inteiro, perplexo, pergunta: qual o mistério pra boleirada não perder a motivação?
    Durante entrevista coletiva nesta quinta-feira o meia Renato Ribeiro, já recuperado de lesão muscular, creditou 50% de méritos, neste quesito, ao técnico Giba. “Mesmo nesta situação ele consegue motivar o grupo”.
    Conheci Giba nos tempos de jogador do Guarani, na década de 80, e a impressão deixada naquele período foi de uma pessoa correta. E pelo que se vê nas entrevistas, mantém a coerência e por isso ganhou confiança dos boleiros.
      A outra metade capaz de injetar motivação no grupo fica por conta do imaginário de cada um. E como não é pecado elucubrar, penso que o fato de o elenco bugrino ser formado por vários atletas de Cristo ajudou bastante o grupo não perder a serenidade e ter paciência.
     Denílson evoca sempre o nome de Deus durante as entrevistas, ressaltando que “Ele tem nos ajudado”. O atacante puxa a fila sobre os bons exemplos, transformando-se numa liderança extremamente positiva no grupo.
    O goleiro Emerson e o atacante Fabinho sempre são gratos ao Criador pelos frutos no trabalho neste segundo turno do Guarani no Campeonato Brasileiro da Série B. E fui informado, também, que o volante Dadá e o zagueiro Aílson também são evangélicos.
    Seja católico praticante ou evangélico, e tendo comunhão com o ‘homem lá em cima’, geralmente a cabeça é diferente.
    Geralmente porque entre evangélicos e católicos praticantes também não faltam ‘espírito de porco’, espertalhão e escarnecedor. Só que em quantidade infinitamente inferior se comparado aos ímpios.
    Essa força espiritual que esses atletas de Cristo transmitem aos demais companheiros tem sido preponderante pra que a turma segure a barra, seja mais solidária e não perca a motivação.
       Fosse um grupo com predominância do ‘baralhinho’, da noitada, bebedeira e das ‘igrejinhas’, alguém já teria enfiado o pé na jaca, puxado a boleirada junto, e virado aquilo lá de ponta cabeça.
      Não confundam atletas de Cristo - geralmente de denominações evangélicas moderadas - com aqueles crentes radicais, de algumas correntes pentecostais que sequer podem jogar futebol.
Conforme doutrinas de algumas igrejas isso é pecado. Eles dizem que é coisa ‘mundana’. Pregam que ‘são do mundo, mas não estão no mundo’.

Notícias Cristãs com informações do Blog do Ari no Futebol Interior

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