segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Conselho proíbe pastores de cobrarem dízimo dentro das penitenciárias

Resolução do CNPCP (Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária), órgão do Ministério da Justiça, proíbe que pastores ou seus prepostos cobrem dízimo dentro dos presídios ou vendam material religiosos. Não há informação sobre o montante de dízimo arrecadado dos presidiários nem sobre o volume do comércio religioso.

Universal é uma das igrejas que enviam pastores aos presídios
A resolução estabeleceu que somente pastores de denominações com mais de um ano de existência poderão entrar nos presídios. A partir de agora eles não mais precisarão se submeter à revista íntima. Os presidiários poderão usar objetos para cultos, desde que não apresentem risco para a segurança.

Geder Luiz Rocha Gomes, presidente do CNPC, disse que a resolução respeita o direito da liberdade religiosa e de culto, “mas sem abrir mão da segurança”.

O conselho não sabe qual é o perfil religioso dos presidiários. Só tem sido feitos levantamentos esporádicos e localizados, como o da penitenciária de segurança máxima de Catanduvas (PR). Ali, no período de 2005 a 2007, a maioria (57%) dos presidiários disse ser católica, vindo em seguida os evangélicos (22,79%), os sem religião (17,65%), espíritas (1,47% ) e Testemunhas de Jeová (0,74%).

Ocorre muita conversão nos presídios, principalmente ao evangelismo. Esse foi o caso, por exemplo, de Anna Carolina Jatobá, madrasta de Isabela, que cumpre pena no presídio de Tremembé (SP) por assassinato da menina. Alguns se tornam pastores quando deixam a prisão.

Com informação das agências.

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