quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Na Espanha, padre se nega a batizar criança com padrinho gay

O padre Manuel Garcia, da cidade espanhola de Huelma, se negou no sábado a batizar uma criança de seis meses de idade porque FDJO, a pessoa escolhida para ser o padrinho, é casado com outro homem.

Garcia alegou que o padrinho não se enquadra nas “normas da igreja”. FDJO discordou porque é batizado e crismado – requistos para batizar uma criança.

FDJO disse que, além disso, sempre foi um católico praticante, de assistir às missas aos domingos e participar das atividades assistenciais da Cáritas, além de ter sido catequista.

“Não roubo, não mato, respeito os dez mandamentos”, disse. “Eu não entendo por que a igreja está me crucificando.”

A família da criança ficou decepcionada com a atitude do padre. “Por que o padre se importa com a condição sexual deste homem?”, indignou-se a avó Antônia Carmona. “Nós somos muitos afeiçoados a ele.”

A Diocese da Província de Jaén confirmou que para ser padrinho é preciso também ter uma vida de acordo com “a fé católica”, conforme está no Direito Canônico.

FDJO pretende recorrer à Justiça contra Garcia sob a acusação de discriminação. O padre não quis falar com a imprensa.
Com informação do El Mundo, e Paulo Lopes

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