quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Cristãos enviam uma carta aberta ao novo líder da Coreia do Norte


 
Kim Jong-un líder da Coreia do Norte



Em uma ação que parece planejada para alavancar a popularidade do novo presidente do país, Kim Jong-un, a Coreia do Norte anunciou que vai conceder perdão especial a condenados. Um representante das Nações Unidas afirma que, de acordo com estimativa, o país tinha 200 mil presos políticos.
Embora a libertação esteja prevista para o mês de fevereiro e não foi divulgado que tipos de crimes serão perdoados, a comunidade cristã já comemora.
Uma carta foi enviada ao novo governo pela Coalizão Internacional Pelo Fim dos Crimes Contra a Humanidade na Coréia do Norte, que reúne 40 organizações de direitos humanos como a Anistia Internacional, Human Rights Watch e a Solidariedade Cristã Mundial.
Diversos grupos cristãos estão entre os signatários dessa carta aberta que foi enviada para Kim Jong-un, pedindo que ele acabe com abusos de direitos humanos no país.
A carta diz que 24,5 milhões de pessoas estão “vivendo com medo” na Coreia do Norte por causa das prisões arbitrárias, desaparecimentos, torturas ou morte.
O grupo condenou o abuso que dura quase sete décadas na Coreia do Norte, desde o regime de Kim il-Sung, avô do atual presidente.
Isso inclui a detenção de cerca de 200.000 homens, mulheres e crianças por motivos políticos, que foram enviados para campos de prisioneiros ou de trabalhos forçados.
Os cristãos clamam pelo final das prisões por motivos religiosos e a libertação dos presos políticos, que são acusados de “culpa por associação”. Também pedem um melhor tratamento dos milhões de norte-coreanos que sofrem com fome generalizada, desnutrição e falta de cuidados médicos.
Os grupos de direitos humanos da Coalizão pedem que a Coréia do Norte passe a cumprir com suas obrigações segundo os tratados internacionais.
Ha Tae Keung, presidente da ONG “Abertura da Coreia do Norte” e membro do Comitê de Coordenação da Coalizão, disse: “Kim Jong-Un deve pensar sobre o seu legado. Ele tem a oportunidade de ser lembrado como o líder que restaurou a liberdade ao povo da Coreia do Norte. Ele pode fazer o seu país sair do isolamento e garantir a paz e a segurança na península coreana”.
No início deste mês a missão Portas Abertas divulgou uma lista com os países que mais perseguem os cristãos e o primeiro lugar pertence justamente à Coreia do Norte. A expectativa das organizações cristãs é que muitos evangélicos sejam libertados no mês que vem, incluindo pastores e líderes das igrejas nas casas.
A anistia anunciada pelo governo deve acontecer a partir do dia 1 de fevereiro, no mês que se comemoraria o 70º aniversário de Kim Jong-il e o 100º aniversário de nascimento de Kim il-Sung, considerado o fundador da Coreia do Norte.
Traduzido e adaptado de Notícia Cristiana

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