quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Distribuição de camisinhas nas escolas públicas colocam evangélicos em novo confronto com Fernando Haddad


Distribuição de camisinhas nas escolas públicas colocam evangélicos em novo confronto com Fernando Haddad
Na última terça-feira, 18, o presidente da Frente Parlamentar Evangélica, deputado João Campos (PSDB-GO) protocolou uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ministro da Educação Fernando Haddad para que ele explique quais os objetivos de entregar preservativos nas escolas públicas.
O presidente da Frente Parlamentar Evangélica quer que o ministro responda ao requerimento encaminhado a ele em 14 de setembro de 2010, que apesar da Constituição brasileira dar 30 dias para que a resposta seja dada até o momento ele não se pronunciou.
Os projetos de Haddad tem incomodado a bancada evangélica que no ano passado lutaram contra a distribuição de um kit contra a homofobia, apelidado de “kit gay”. Na ocasião a presidente Dilma Rousseff suspendeu a distribuição do material.

Entenda o projeto
O projeto do Ministério da Educação é colocar uma máquina de preservativos nas escolas públicas de ensino médio para conscientizar os adolescentes sobre o sexo seguro. Esse programa faz parte do Programa Nacional de DST e Aids que tem como objetivo diminuir os números crescentes de doenças sexualmente transmissíveis entre os adolescentes.
Mas a polêmica não foi levantada só por evangélicos, estudantes, pais e até mesmo educadores já debateram se é válido colocar uma máquina de camisinhas à disposição dos alunos.  Mas o Ministério da Saúde e a Unicef defendem o projeto dizendo que jovens entre 13 e 19 anos têm uma vida sexualmente ativa, mas encontram dificuldades para terem acesso aos preservativos.
“Neste local [escola], onde eles estão juntos em turmas de amigos, ter este acesso de maneira, sem preconceito, sem discriminação, com facilitação, acho que é o nosso papel” disse na época o coordenador do Programa DST Aids, do Ministério da Saúde, Dirceu Grecco.

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