sábado, 7 de janeiro de 2012

Livro sobre por que se acredita em coisas estranhas inicia coleção cética



Shermer afirma que o 
ceticismo é um método 
O livro "Por que as Pessoas Acreditam em Coisas Estranhas" (384 págs, R$ 65, ISBN 978-85-85985-30-1), de Michael Shermer (foto), é primeiro do selo Razão e Evolução, da editora JSN, que questiona crenças religiosas, homeopatia e outros tratamentos alternativos de saúde, parapsicologia, astrologia, ETs e por aí vai.

O selo foi lançado por Riccardo Gambarotto, 48, um engenheiro que pode dizer que é um cético de carteirinha. Desde os 13 anos, ele coleciona livros que abordam a enorme capacidade das pessoas de considerarem como reais as fantasias produzidas não só pela imaginação, mas também pela falta de conhecimento dos homens desde a época das cavernas.

O segundo livro do selo já foi lançado. É “Ensine Ciência para Seu Filho”, também de Shermer. No decorrer de 2012, JSN publicará mais dez livros sobre ateísmo, ciência, comportamento, neurologia e evolução.

Gambarotto disse ao jornalista Marcos Rodrigo Almeida, da Folha, que decidiu lançar o selo editorial com a intenção de que as pessoas sejam um pouco céticas, que exerçam a desconfiança.

“Os brasileiro acredita demais nas coisas”, afirmou. “Espera que tudo se resolva por milagre, sem ter que fazer esforço. Quero fazer as pessoas acordarem.”

Gambarotto argumentou que, diferentemente do que acha o senso comum, o cético não é um “chato” ou uma “cabeça dura de opinião imutável”.

“[O cético] é apenas uma pessoa que usa uma abordagem científica para analisar qualquer tipo de pleito”, disse. “Não é só desconfiar, é acreditar após uma prova científica."

Os dois primeiros livros do selo são do psicólogo americano Shermer porque Gambarotto é fã do autor desde a adolescência.

Shermer se tornou cético e divulgador do ceticismo ao se decepcionar com a chamada medicina alternativa, da qual foi adepto por mais de 10 anos. Além de escrever livros, dá palestra.

Ele costuma explicar que o ceticismo não é uma tomada de posição, mas tão somente um método.

“Os céticos não entram numa investigação fechados à possibilidade de que o fenômeno seja real ou a afirmação seja verdadeira”, disse. “Quando dizemos que somos céticos, queremos dizer que precisamos ver evidências concretas antes de acreditar.”

Já quem acredita por acreditar, sem provas ou evidências, o faz porque é da natureza humana "procurar padrões, conexões de eventos, mesmo onde não existe nada".

Com informação da Folha e da editora JSN e Paulo Lopes

Um comentário:

  1. O comentado livro de Shermer é uma obra alentada, desde o Prefácio, Introdução e Prólogo, e o texto principal, dividido em cinco partes, subdivididas em dezoito capítulos, mais a Bibliografia e o Índice Remissivo. Chamam logo nossa atenção os temas – Ciência e Ceticismo; Pseudociência e Superstição; Evolução e Criacionismo; História e Pseudo-história; e A Esperança Brota Eterna.
    Ao longo do livro o autor cita dezenas de coisas bizarras nas quais uma grande porcentagem de pessoas acredita. Mas além desse rol de coisas, ele se ocupa especialmente de questões como o empenho dos religiosos criacionistas em negar a evolução e impor a ideia da criação. Shermer relaciona vinte e cinco alegações dos criacionistas, seguidas pelas respectivas respostas dos evolucionistas, e cujo resumo se encontra logo abaixo.
    Outros assuntos largamente abordados por ele são a Negação do Holocausto, a pseudociência, a pseudo-história, além das superstições, astrologia, abdução, etc.
    Assis Utsch (autor de O Garoto Que Queria Ser Deus)

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