sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Crianças cristãs foram raptadas para receberem educação islâmica


 

A agência Fides, do Vaticano, publicou que mais de mil crianças católicas de Timor Leste foram sequestradas e levadas para a Indonésia há cerca de dez anos para receberem educação islâmica.
Hoje essas crianças estão sob cuidados de educadores muçulmanos que se recusam a devolvê-las às suas famílias. Agentes humanitários católicos tentam promover o retorno desses menores para suas famílias, de acordo com fontes da Igreja Católica, mas o programa não tem conseguido êxito.
Para o padre Benny Susetyo, secretário da Comissão Episcopal para o Diálogo Inter-religioso, este “é um caso muito triste, um claro abuso”, disse ele à Fides.
O religioso também informou que avisou as autoridades sobre o caso para que medidas sejam tomadas. “Apresentamos o problema ao Governo, às Nações Unidas, a organizações muçulmanas, como questão fundamental que afeta os diretos humanos, a tutela dos direitos das crianças e a liberdade religiosa”, acrescenta.
Em 1999 quando o Timor Leste pediu independência da Indonésia 250.000 pessoas se refugiaram e entre elas haviam mais de 4.000 crianças que suas famílias não tinham condições de sustentá-los e por isso foram entregues ao exército e a organizações humanitárias.
Mas de mil dessas crianças nunca voltaram para suas casas e permanecem presos em internatos islâmicos. Alguns pais até conseguiram encontrar seus filhos, mas os responsáveis dos colégios não liberam as crianças. “Casos como este mostram como a relação entre política e religião tem um grave impacto na liberdade dos cuidados, especialmente as minorias”, disse o padre.
O religioso exemplifica que na região ocidental os muçulmanos querem impor as regras baseadas na Sharia (lei islâmica). “Os principais problemas no Timor Oriental, que é uma nação predominantemente católica, são o excesso de burocracia e a corrupção. Esses temas influenciam na retenção destas crianças”, disse Susetyo.

Traduzido e adaptado de Acontecer Cristiano

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