quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Especialistas dizem que voto de evangélicos não deve decidir as eleições em São Paulo



Enquanto lideranças evangélicas se organizam para tentar impedir que o ex-ministro da Educação, Fernando Haddad seja eleito como prefeito de São Paulo, cientistas políticos afirmam que o público não tem tanto poder assim para decidir a eleição municipal.
Por ser o grande apoiador do kit anti-homofobia, Haddad foi taxado de “pai do kit gay” e acabou recebendo críticas de parlamentares evangélicos que não desejam que ele seja eleito na capital paulista.
Mas para o  cientista político Cesar Romero Jacob os evangélicos não possuem um poder tão grande. “Pelos estudos que fiz, o fato de PT e PSDB serem mais estruturados em São Paulo faz com as religiões acabem não tendo um poder tão grande”, disse ele que é autor livro “Atlas da Filiação Religiosa”.
Quem também acredita que os líderes religiosos estão depositando muita fé no público evangélico é o  professor de filosofia da Unicamp Roberto Romano. “É um voto importante, mas não é decisivo. Assim como não se deve confundir a massa dos católicos com os políticos católicos, a mesma regra deve funcionar também para os evangélicos”, disse.
O filósofo que também é autor do livro “Brasil, Igreja contra Estado”, acredita que os políticos evangélicos usam as críticas para serem atendidos pelo governo, sendo essa a velha prática política do “toma lá, dá cá”. Por isso, segundo o professor da Unicamp, a presidente Dilma deveria deixar claro aos parlamentares e líderes evangélicos que os temas defendidos pelo segmento não são questão de Estado.
O atual prefeito da cidade, Gilberto Kassab (PSD), já começou a negociar com o PT para incluir seu secretário como vice-presidente de Haddad e assim conseguiria os votos de grandes igrejas evangélicas como  Assembleia de Deus, Igreja Mundial, Renascer em Cristo e Igreja Internacional da Graça de Deus.
Os evangélicos da capital devem somar cerca de 20% dos eleitores, um número significativo que pode ter impactos negativos na campanha de Haddad, tanto pelo seu apoio ao kit anti-homofobia como a distribuição de camisinhas em escolas públicas. “Nós e os católicos vamos derrotar Haddad em São Paulo”, disse o senador Magno Malta(Pr-ES) ele acredita que se a oposição relembrar os problemas que Haddad teve  na pasta ele será “esmagado”. “O Haddad se derruba sozinho”, afirmou o evangélico.

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