domingo, 19 de fevereiro de 2012

Judeus são o grupo religioso mais “satisfeito com a vida”

O instituto de pesquisas Gallup divulgou semana passada uma nova pesquisa sobre o “bem estar” das pessoas. Os “muito religiosos” são apontados mais uma vez como pessoas mais satisfeitas e as maiores taxas de “bem estar”.  Cada participante precisava responder a duas perguntas, cujas respostas os dividiram em três grupos: pessoas muito religiosas, pessoas moderadamente religiosas, e pessoas não religiosas.

A nova pesquisa entrevistou 676.000 pessoas de janeiro de 2010 a dezembro de 2011, com uma margem de erro de 1% (para mais ou para menos).   Esse estudo é parte de uma série que vem comparando o bem-estar total de pessoas religiosas e não religiosas.
Os estudos anteriores da série já mostraram que as pessoas muito religiosas geralmente têm melhor saúde física e emocional.
Embora não consiga identificar um motivo específico por que as pessoas mais religiosas tem um maior nível de bem-estar, possivelmente seja devido a rede social que acompanha uma congregação religiosa, a quantidade de tempo em meditação/oração e os mecanismos religiosos para lidar com a preocupação e a perda podem reduzir o estresse e promover maior felicidade.
O Gallup definiu um “Índice de Bem-Estar” baseado em uma série de elementos que incluem a saúde física e a emocional dos entrevistados.
“Os resultados confirmam a existência de uma forte relação positiva entre religiosidade e bem-estar, independentemente da fé”, afirmaram os pesquisadores Frank Newport, Witters Dan e Agrawal Sangeeta, do Gallup.
Pessoas “muito religiosas” compõem 41% da população adulta e responderam que “religião é parte importante da sua vida diária e vão para a igreja/sinagoga/mesquita toda semana ou quase toda semana.”
Pessoas “moderadamente religiosas” são 28,3% dos entrevistados e apenas 30,7%  disseram ser “não religiosas”.
Os judeus “muito religiosos” são as pessoas mais satisfeitas com o maior índice: 72,4%. Os mórmons “muito religiosos” ficam em segundo lugar, com 71,5%.
Em comparação, judeus “moderados” e “não religiosos” satisfeitos com sua vida chegaram a 68%, enquanto mórmons “moderados” e “não religiosos” chegaram apenas a 63%.
Embora a diferença entre o mais alto e o mais baixo na escala ser de apenas 7 pontos percentuais, os que se denominam “não religioso”, “ateu” ou “agnóstico” tiveram o  índice mais baixo de “bem estar”, com apenas  65,8%.
“O relacionamento entre religião e bem estar independe da intensidade (muito religioso, moderadamente religioso e não religioso) em cada grupo. Trata-se de algo mais alinhado com a própria fé”, afirma o documento emitido junto com a pesquisa.
Um exemplo disso são os muçulmanos, que apresentam um menor nível de bem-estar que os judeus, enquanto a diferença entre os mais e menos religiosos é praticamente o mesmo.
Os resultados da pesquisa mostram também  que 73% dos mórmons se identificam como “muito religioso”, em comparação com 50% dos protestantes (ou evangélicos), 46% dos muçulmanos e 43% dos católicos romanos.

Traduzido e adaptado Gallup e Christian Post

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