quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

MPF quer que Silas Malafaia se retrate de afirmações homofóbicas

"Baixar o porrete em cima"


O MPF (Ministério Público Federal), por intermédio de sua Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo, encaminhou à Justiça um pedido para que o pastor Silas Malafaia (vídeo), em seu programa Vitória em Cristo, na Band, se retrate de afirmações homofóbicas. A ação vale também para a emissora.

No dia 2 de julho de 2011, o pastor, aos berros, sugeriu à Igreja Católica para “baixar o porrete” e “entrar de pau” contra integrantes da Parada Gays por eles terem ridicularizados símbolos religiosos.

A ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) pediu ao MPF a abertura de um inquérito civil público por entender que Silas fez um incitamento à violência contra os homossexuais.

No inquérito, o pastor argumentou em sua defesa que tinha feito uma "crítica severa a determinadas atitudes de determinadas pessoas desse segmento social, acrescida também de reflexão e crítica sobre a ausência de posicionamento adequado por parte das pessoas atingidas".

Para ele, as expressões "baixar o porrete" e "entrar de pau" significam "formular críticas, tomar providências legais".


Para o promotor 
houve homofobia
Na avaliação do promotor Jefferson Aparecido Dias (foto), contudo, as expressões apresentam um "claro conteúdo homofóbico" que incitavam a violência contra os homossexuais”.  “Essas palavras configuram um discurso de ódio, não condizente com as funções constitucionais da comunicação social", disse.

Durante o inquérito, Malafaia pediu aos fiéis que mandassem e-mails à Procuradoria em sua defesa.  Dias afirmou que as centenas de e-mails que recebeu demonstra o poder de mobilização que o pastor tem em relação aos seus fiéis.

Disse: "Da mesma forma que seus seguidores atenderam prontamente o seu apelo para o envio de tais e-mails, o que poderá acontecer se eles decidirem, literalmente, 'entrar de pau' ou 'baixar o porrete' em homossexuais?"

Com informação do Ministério Público Federal em São Paulo e Paulo Lopes

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