quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Queima do Alcorão por soldados americanos gera protestos no mundo islâmico


 
Queima do Alcorão por soldados americanos gera protestos no mundo islâmico
 
Soldados da base de Bagram, próxima a capital Cabul. Afeganistão queimaram exemplares do Alcorão, livro sagrado do Islã, e deram motivos para que vários protestos fossem gerados no Oriente Médio, deixando muitas pessoas mortas, outras feridas e aumentando a briga entre cristãos e muçulmanos.
De acordo com jornais a queima aconteceu na segunda-feira, 20, porque os militares quiseram “se livrar” dos exemplares do Alcorão pois eles eram usados para enviar mensagens entre um preso e outro. Para excluir esses bilhetes os americanos lançaram os livros no incinerador.
Assim que as autoridades locais começaram a divulgar o ocorrido, o  secretário da Defesa, Leon Panetta, enviou de Washington um pedido de desculpas pelo ocorrido e disse que os soldados tomaram uma atitude errada.
Mas os pedidos de desculpas não foram suficientes e os afegãos começaram a protestar contra a queima dos livros sagrados. Até mesmo o Irã se pronunciou sobre o fato dizendo que as tropas dos Estados Unidos precisam deixar o Afeganistão. “A imediata retirada das tropas estrangeiras do Afeganistão é a única alternativa para que a paz e a estabilidade retornem a este país”, disse Ramin Mehmanparast, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores do Irã.
Para ele a cultura religiosa islâmica é profanada devido ao mau entendimento dos ocupantes estrangeiros.
No segundo dia de protestos o número de mortos era de seis pessoas além de dezenas de feridos. Além da capital, afegã outras cidades também se rebelaram contra a queima do Alcorão e fizeram protestos.
No ano passado os afegãos também protestaram quando o pastor Terry Jones resolveu julgar e condenar o livro pelos atentados de 11 de setembro de 2001 queimando um exemplar durante o culto.

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