quarta-feira, 7 de março de 2012

Crucifixo em espaço público é direito da maioria, diz padre

Padilha: "Para quem faz
mal um crucifixo?"
O padre César Leandro Padilha (foto), coordenador da pastoral de comunicação da Arquidiocese de Porto Alegre, criticou a decisão do Conselho de Magistratura do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul de acatar o pedido da Liga Brasileira de Lésbicas pela retiradas de crucifixos e demais símbolos religiosos dos prédios da Justiça.

Padilha afirmou que a decisão foi um desrespeito para com a maioria cristã dos brasileiros.

“A decisão está tirando uma coisa que historicamente já estava lá, sobretudo porque não estamos falando de uma maciça população que é cristã. Acho que faltou o respeito com isso”, disse.

“Pergunto: para quem faz mal um crucifixo em uma sala do ambiente jurídico?”

O padre afirmou que a presença do crucifixo no espaço público representa “um compromisso ético”. “É por isso ele está em uma sala de aula, em um tribunal”, disse ao jornal Zero Hora.

Referindo-se à Liga Brasileira de Lésbicas, o padre lamentou que “as minorias não estejam respeitando a opinião dos outros”.

A decisão do Conselho de Magistratura, na terça-feira (6), foi por unanimidade.

Para o desembargador Cláudio Baldino Maciel, que foi o relator da matéria, a exclusão dos símbolos religiosos dos prédios da Justiça é “o único caminho que responde aos princípios constitucionais republicanos de um Estado laico”.
Com informação do Zero Hora e foto do Facebook.

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