domingo, 11 de março de 2012

Famoso Evangelista americano Pat Robertson diz que maconha deveria ser legalizada

    Pat Robertson
“Eu creio que nós deveríamos tratar a maconha da mesma maneira que o álcool. Eu nunca usei maconha e não tenho nenhuma intenção de usar. Mas a guerra contra as drogas falhou,” disse.
Um dos motivos apontados pelo Evangelista é a preocupação dele ao fato de que muitos jovens sem tendência criminosa têm sido presos com uma de quantidade muito pequena de maconha e acabam se tornando criminosos violentos devido ao ambiente das prisões.
Além disso, Robertson não acredita que o governo norte-americano tenha feito um investimento sábio. “É uma loucura os gastos feitos para construir prisões. Esse dinheiro deveria ser investido na educação”, disse.
Esta não é a primeira polêmica causada por ele devido aos seus comentários durante o programa. Um exemplo foi quando afirmou que Deus estaria punindo os Estados Unidos com os ataques das torres gêmeas.
A imprensa americana, que geralmente tem sido contra um grande número de comentários feitos pelo evangelista, agora está aplaudindo sua mensagem, chamando Robertson de ‘herói hippie’.
Mas nem todos concordam. “Odeio dar crédito a ele por qualquer coisa sensata que ele possa dizer; depois de anos e décadas de comentários horrorosos; criticando a sociedade por tantas coisas ridículas. Mas, eu concordo com ele em relação ao resultado de prender as pessoas por possessão de maconha e os tornando em criminosos violentos,” disse Jonathan Capehart, jornalista do Washington Post.
Diante da repercussão, Robertson disse ao New York Times: “Eu só quero estar do lado certo, e acho que desta vez eu estou do lado certo”.
De acordo com dados tirados do website do FBI, o maior número de prisões efetuadas nos Estados Unidos em 2010 foi por violações relacionadas a drogas. Dos presos, 81.9% foram devidos a possessão de drogas, desse número, quase a metade era maconha.
Veja vídeo (em inglês) do programa de televisão sobre política com vários jornalistas, exibido na quarta-feira (7), na MSNBC TV, considerada uma das emissoras de televisão mais liberais dos Estados Unidos. O consenso neste caso, entre os participantes, foi que a mensagem era boa mas o mensageiro errado.


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