domingo, 4 de março de 2012

Turismóloga filósofa começa processo de apóstata

 
 

Publicado originalmente no Jornal de Lavras.

Lavras poderá ganhar a mídia nacional outra vez, porém, devido a iniciativa de uma turismóloga e estudante de filosofia.
Um fato inédito em Lavras e provavelmente na região: uma pessoa entrou com um processo de apostasia na igreja de Lavras. Pouca gente sabe o que significa isso, se você não sabe, não se preocupe, a palavra é estranha e o que ela representa é mais incomum ainda.
Apostasia é a renúncia de sua fé. O processo de apostasia não se refere apenas ao afastamento em relação a sua fé e à prática religiosa. Apostasia tem o sentido de um afastamento definitivo e deliberado de alguma coisa, uma renúncia de sua anterior fé ou doutrinação. Pode manifestar-se abertamente ou de modo oculto.
No caso de Lavras, Mariana Xavier Rocha preferiu que fosse do conhecimento de todos a sua posição de desvinculação com a igreja, ela justificou dizendo que não acredita em Deus com a visão do cristianismo. Também por não concordar que faz parte de um número da igreja católica e explicou: “as estatísticas da igreja católica são baseadas em números de batistérios, ou seja: se a cidade tem 50 mil católicos é porque este número foi tirado no número de batistérios, não quero contribuir para isso, não quero entrar na contagem de católicos”, disse. Ela falou também que quando foi batizada era uma recém-nascida e que agora tem vontade própria.
O processo de apostasia é longo, deverá demorar muito, isso porque o primeiro passo é dar entrada ao pedido, depois um padre tenta convencer a pessoa a não dar continuidade ao processo e, se ela continuar irredutível, o processo segue então para o Bispado, ela será avaliado e depois, no último passo, o bispo expede um documento aceitando a desvinculação com a fé cristã. Questionada se não teria medo de ser vítima de preconceito, Mariana Xavier Rocha disse que não.
Se desvincular de uma religião desta forma não é tão simples assim, dependendo de cada religião, um apóstata, afastado do grupo religioso no qual era membro, pode ser vitima de preconceito, intolerância, difamação e calúnia por parte dos demais membros ativos. Um caso extremo, é aplicação até da pena de morte para apóstatas na religião islâmica em países muçulmanos, como por exemplo, na Arábia Saudita, Irã, Iraque e outros mais.

Nenhum comentário:

Postar um comentário