quarta-feira, 18 de abril de 2012

Grupo da Assembleia de Deus apoia Serra


Pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, o ex-governador José Serra conseguiu ontem o apoio da Convenção Geral da Assembleia de Deus no Brasil, maior tronco institucional dessa denominação no país, à sua campanha na eleição municipal.
O acordo foi selado no escritório político de Serra, após reunião do ex-governador com o deputado federal Paulo Freire (PR-SP).
Membro da bancada evangélica na Câmara, Freire é filho do pastor José Wellington Bezerra da Costa, presidente nacional da convenção, espécie de instituição que coordena a organização de diversas igrejas da Assembleia em todo o Brasil. O pastor apoiou Serra na campanha à Presidência, em 2010.
Naquele ano, o presidente do segundo maior ramo da Assembleia, a Convenção Nacional de Madureira das Assembleias de Deus, pastor Manoel Ferreira, participou da campanha de Dilma.
A Assembleia de Deus é a maior denominação evangélica pentecostal do país. O Censo de 2000 apontou 8,7 milhões de fiéis, mas a igreja calcula que sejam 20 milhões.
Ao fim da reunião, Paulo Freire chamou Serra de “grande amigo da Assembleia” -”ele sempre deu uma atenção muito boa à igreja”- e atacou o principal adversário do tucano na eleição, o petista Fernando Haddad.
Ex-ministro da Educação, Haddad é alvo de críticas dos evangélicos por conta do chamado “kit gay”, elaborado durante sua gestão no ministério, mas que não chegou a ser distribuído nas escolas.
“Haddad não tem firmeza no que fala. Em uma reunião com a bancada dos evangélicos, ele colocou que não tinha nada fechado sobre o ‘kit gay’. Saiu e disse o contrário para a imprensa. Se não fosse a intervenção da presidente Dilma, tínhamos perdido essa”, afirmou Freire.

LIÇÃO DE CASA
A aproximação de Serra com os líderes da Assembleia começou semana passada.
Na ocasião, o ex-governador e o prefeito Gilberto Kassab (PSD) foram a uma reunião na casa da vereadora Marta Costa (PSD), também filha do pastor José Wellington, com cerca de 150 líderes da Assembleia em São Paulo.
“Tenho duas lições de casa: atrair mais denominações para a campanha do Serra e amadurecer com o PR daqui uma aliança com ele”, disse Freire ao fim do encontro.
Além do PR, Serra corteja o PV, o PPS, o PSB e o DEM. Ele já conta com o PP, do deputado Paulo Maluf. Das siglas que ainda estão em negociação, o PV deverá ser a primeira a oficializar aliança.
Foto: José Patrício/AE

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