terça-feira, 8 de maio de 2012

Movimento gay continua pedindo que a AVON deixe de revender os livros de Silas Malafaia


 

A revista Carta Capital desta semana entrevistou o professor de inglês Sérgio Viula que, juntamente com seu namorado, Emanuel Façanha, entrou em contato com a AVON pedindo para que os livros do pastor Silas Malafaia saiam da lista de produtos comercializados pela empresa.
Para o casal os livros do pastor da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo “são de militância fundamentalista aberta”, eles reclamam principalmente da venda do livro A Estratégia, do autor americano Louis Sheldon que é distribuída no Brasil pela Central Gospel.
“Escrevi uma carta para a empresa brasileira, falando sobre a minha indignação. Como eles não se manifestaram de imediato, resolvi traduzir a mensagem e encaminhá-la para a Avon dos Estados Unidos”, disse o professor de 42 anos.
A primeira resposta que a AVON enviou para Viula foi que a empresa “contempla a diversidade de estilos de vida, religião e filosofia presentes em nosso País”. Emanuel, parceiro de Sérgio, era consultor Avon e resolveu deixar de vender os produtos da marca em protesto.
Eles não foram os únicos a entrarem em contato com a empresa pedindo para que a comercialização dos produtos de Silas Malafaia seja descontinuada. Representantes de grupos LGBT também começaram a se manifestar e duas mulheres chegaram a criar uma petição on line, em inglês, pedindo para que a empresa tome uma atitude em relação ao caso.
Para o blogueiro Julio Severo o problema estaria vindo do grupo que ele classifica como “setores gayzistas e esquerdistas da sociedade”. “Não importa que ele [Silas Malafaia] tenha apoiado Lula em duas eleições presidenciais: Os esquerdistas nunca aceitarão a postura dele contra a agenda política e legal gayzista.
Não importa que ele tenha deixado claro, milhares de vezes, que não é contra as pessoas, mas contra atos depravados específicos, como homossexualismo: os ativistas gays nunca aceitarão o que ele fala sobre Bíblia e homossexualismo”, escreve ele em texto que comenta a reportagem da revista Carta Capital.
Julio Severo foi por diversas vezes ameaçado por usar a internet para defender temas pró-família que rebatem manifestações que apóiam direitos civis para os homossexuais e projeto de leis como o PL 122/2006.

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