segunda-feira, 4 de junho de 2012

Bispo Walter McAlister questiona doutrina da “confissão positiva” e diz que atribuir poder a palavras humanas é “feitiçaria pentecostal”


Bispo Walter McAlister questiona doutrina da “confissão positiva” e diz que atribuir poder a palavras humanas é “feitiçaria pentecostal”

O Bispo Primaz da Igreja Cristã Nova Vida, pastor Walter McAlister publicou em seu blog um texto no qual questiona as doutrinas baseadas em “Palavra positiva”, “confissão positiva” e “profetizar vitória”.
Questionando a ideia existente no “folclore e no imaginário coletivo” de que “as palavras tem poder”, o líder cristão compara essa atribuição de poder a palavras a filmes de terror, em que repetir o nome de monstros e entidades demoníacas as faz aparecer. “A impressão que tenho é que temos atribuído às nossas palavras poderes invocatórios de toda sorte. Mas, até onde isso tem fundamento bíblico?”, afirma.
O pastor questiona ainda o entendimento popular de que o crente não pode nem mesmo dizer que está doente, pois isso seria uma “confissão negativa”. Afirmando que não podemos transpor literalmente para o dia de hoje exemplos de profecia, o pastor cita a passagem de Ezequiel no vale de ossos secos, afirmando que tal profecia foi feita segundo uma palavra que o próprio Deus o mandou dizer, e não por uma iniciativa própria do profeta.
McAlister afirma que no Novo Testamento os cristãos são instruídos a proclamar coisas diferentes das que aconteceram no Antigo Testamento e que, segundo ele, só aconteceram uma vez na história. “Mas, assim como Moisés bateu na rocha, Abraão pisou o chão da Palestina, Davi lançou a pedrinha que derrubou Golias, Elias chamou fogo do céu e Ezequiel profetizou para ossos secos, nós também temos que ser fiéis ao que Deus nos manda fazer, nada mais e nada menos. Eu não bato em pedras, não lanço pedrinhas, não piso em terra que quero possuir nem tampouco posso chamar fogo do céu. Cada um desses casos aconteceu apenas uma vez na Bíblia”, ressaltou.
Lembrando que as instruções do Novo Testamento são para que oremos, pedindo ao Senhor da seara que mande obreiros, para que nos coloquemos a pregar as boas-novas do Evangelho e para que venhamos a orar pelos enfermos, o pastor destaca que orar não é declarar o que seja e lembra que os discípulos nunca repetiram o ato de cuspir na lama e aplicá-la aos olhos de cegos.
McAlister conclui afirmando que devemos sim ter cuidado com o que falamos, porque seremos julgados por palavras, e porque as palavras podem nos enredar. Mas frisa que poder está na palavra de Deus e não na nossa e diz que o que passa disso é uma espécie de “feitiçaria pentecostal”.
Fonte: Gospel+

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