quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Pastor Marco Feliciano fala em “ativismo de satanás”, afirma que a AIDS é doença gay e crítica omissão de cristãos: “Igreja pouco faz”. Assista na íntegra

Pastor Marco Feliciano fala em “ativismo de satanás”, afirma que a AIDS é doença gay e crítica omissão de cristãos: “Igreja pouco faz”. Assista na íntegra
Um vídeo gravado durante a edição deste ano do evento Gideões Missionários da Última Hora, com uma ministração do pastor Marco Feliciano está repercutindo na internet.
Nele, o pastor e deputado federal Marco Feliciano afirma que existe uma trama diabólica no governo brasileiro a favor do ativismo gay. Leia abaixo a transcrição dos primeiros 2 minutos e 30 segundos do vídeo:
“Me apavora chegar em Brasília toda terça-feira [...] e saber como o diabo está infiltrado no governo brasileiro. E não é só no governo brasileiro, é no governo do mundo. Satanás tem levantado homens e mulheres e a Igreja não tem se atinado a isso. Enquanto a Igreja se preocupa com seus redutos, enquanto os ‘reis’ se preocupam com seus pequenos ‘reinos’, enquanto crentes não saem mais para as ruas para evangelizar, [...] satanás levantou seu ativismo neste país. Senhoras e senhores, existe um ativismo de satanás contra a santidade da família brasileira. Existe dentro desse nosso governo, que é um governo de esquerda – talvez vão cortar minhas emendas, mas não fique apavorado não, eu sou profeta, estou deputado mas sou pastor, e como pastor não posso deixar de falar – se não houver uma mudança hoje na consciência da Igreja [...] nós vamos afundar nesse barco [...] Quando nós precisamos de um apoiamento, nem os deputados crentes tem coragem de assinar o papel. Eu fui prestar agora um serviço à nação brasileira, levantei um plebiscito e precisava do apoiamento de 1/3 da casa, para que os homens e mulheres assinassem dizendo que nós queremos ouvir do povo brasileiro sobre o casamento de homossexuais. Queremos saber se a nação brasileira aprova a união de dois homens e de duas mulheres que estão aí à torto e a direito difamando aquilo que é sagrado e santo. Imaginem vocês -  a causa é boa, sim ou não? – pois eu encontrei gente que é da Igreja [...] e na hora de assinar diz: não posso assinar. Eu perguntei por quê? ‘É porque o anticristo está operando. Não tem o que fazer, Marco. É nadar contra a correnteza. Você vai morrer na praia, vão te chamar de fanático, de desequilibrado, ninguém vai querer fazer um negocinho com você’… Eu não estou aqui para fazer negócio. O meu negócio já foi feito na cruz do Calvário, o meu nome já tá no céu!”.
O pastor Marco Feliciano afirmou ainda que o número de casos de AIDS cresceu 30% em 2011, com relação a 2010, e que havia uma omissão generalizada em torno do assunto, por se tratar de uma doença essencialmente fruto de relações homossexuais: “A AIDS é uma doença gay. A AIDS é uma doença que veio desse povo, mas se você falar, vai colocar eles numa situação constrangedora não vão conseguir verba”.
O pastor convocou os cristãos à se mobilizarem e se posicionarem contra o ativismo gay, que classificou como “engendramento de satanás” e citou a internet como ferramenta: “Você que passa o dia na internet [...] faça algo pelo Reino, infeliz. Até quando os nossos cantores gospel, que estão alguns aqui e outros fora, até quando os maiores pregadores de fama que temos aí graças ao Twitter, vão passar o dia todo tuitando futilidades?”.
Ainda em sua fala, o pastor lamentou a posição passiva da maioria dos cristãos a respeito do assunto: “Eles peitam o cristianismo, debocham na nossa cara e vomitam em cima de nós e a Igreja pouco faz ou nada faz”.
Marco Feliciano porém, acredita que a Igreja pode mudar de postura e fazer valer seus princípios: “Vamos agarrar o diabo pelos chifres e esfregar a cara dele no chão. É hora de se levantar”.
A crença de que um dia o Brasil será presidido por um evangélico voltou a ser mencionada pelo pastor: “Vai acontecer um rebuliço nessa nação brasileira [...] Vamos viver pra ver o dia em que os crentes vão vir para o culto – quem sabe nos Gideões de [daqui a] alguns anos – com radinho de pilha para ouvir a Voz do Brasil, que hoje ninguém escuta porque tem raiva da política, mas vai chegar o dia em que o povo vai ter orgulho. Vamos ouvir um jornalista falar ‘com a palavra, sua Excelência Presidente da República Federativa do Brasil’, e o presidente do Brasil vai começar o discurso dele dizendo: ‘Eu cumprimento os compatriotas brasileiros com a Paz do Senhor’”.
A repercussão do vídeo nas redes sociais causou reações contrárias à fala do pastor. O perfil da assessoria de comunicação do deputado e ativista gay Jean Wyllys (PSOL – RJ) no Twitter publicou uma crítica ao pastor: “Marco Feliciano empurra milhares de pessoas heterossex. à falta de cuidados ao dizer que AIDS é câncer homossexual”.
Num artigo escrito pelo próprio Jean Wyllys, ele classifica Marco Feliciano como “pastor e deputado do ódio e da mentira”, e afirma que a fala dele é “um discurso fundamentalista e fascista, que se alimenta (quanta desonestidade!) do analfabetismo e do desamparo dos corações e mentes de pessoas com menos acesso a informações”.
Confira no vídeo abaixo, a íntegra do discurso do pastor Marco Feliciano durante o Congresso Gideões da Última Hora:
Por Tiago Chagas, para o Gospel+

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