quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Deputados evangélicos querem barrar propostas do novo Código Penal “contrárias à família”


Foto: Fernando Chaves
Compuseram a mesa: vice-presidente do PSC, Everaldo Pereira; sen. Eduardo Amorim; dep. André Moura; pastor Silas Malafaia; pastor Egmar Tavares; Capelão Washington Luís
Publicado originalmente no Jornal da Câmara
As críticas aos meios de comunicação e ao novo projeto de Código Penal em discussão no Senado foram a tônica da sessão solene ontem em homenagem ao Dia Nacional de Valorização da Família, comemorado em 21 de outubro.
Os deputados João Campos (PSDB-GO), Pastor Eurico (PSB-PE), Roberto de Lucena (PV-SP) e Aureo (PRTB-RJ) conclamaram os presentes à sessão a combater no Senado algumas das propostas contidas no projeto do novo Código Penal, como a descriminalização do uso privado de drogas, a legalização do aborto até a 12ª semana de gestação e a redução da maioridade sexual de 14 para 12 anos. Para os deputados, a instituição familiar está ameaçada e precisa da proteção do Estado.
A realização da sessão foi proposta pelo líder do PSC, deputado Andre Moura (SE); pelo presidente da Frente Parlamentar Evangélica, deputado João Campos; e pelo deputado Arolde de Oliveira (PSD-RJ). Os três se revezaram na presidência da sessão, que contou com a participação de lideranças religiosas, principalmente evangélicas.
Leilão – “A família vem sendo atacada e desconfigurada”, disse João Campos. Para ele, o leilão da virgindade de uma catarinense na Austrália “é um indicativo do rumo que a sociedade adotou, que leva mais em conta o ter do que o ser”. André Moura afirmou que é preciso “acabar com essa tendência de votar apenas projetos de interesse do governo e trabalhar diariamente em defesa da família”.
Arolde de Oliveira citou dados do último Censo que mostram a redução do número de casamentos e o aumento de divórcios e de uniões informais. Para ele, “a família tradicional é a cidadela de resistência à degradação de valores socioculturais, sociopolíticos e socioeconômicos”.
O deputado Mauro Benevides (PMDB-CE) disse que a célula familiar jamais deixou de ser a matriz da sociedade e que Estado precisa fortalecer a família com políticas públicas adequadas nas áreas de educação e saúde, além de amparar o menor e o idoso. Para Marcos Rogério (PDT-RO), nenhuma ação do Estado será eficaz se a família não tiver prioridade. “O crescimento econômico não consegue livrar a sociedade da violência, do álcool e das drogas. O caráter deve ser formado dentro de casa. Cuidar das famílias é cuidar do Brasil”, afirmou.
Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP) disse que é na família que se inicia e se consolida a transmissão de princípios e valores. Para ele, não basta que os pais digam o que é certo e o que é errado, é preciso mostrar aos filhos que eles são responsáveis por seus atos.
Na avaliação do deputado e pastor Josué Bengtson (PTB-PA), a mídia é irresponsável ao divulgar que “tudo é normal”. Para ele, “a pior mensagem é a subjetiva, sutil, que aos poucos vai tirando os alicerces da família”. Para Roberto de Lucena, “a família está adoecida, e o caos social e a explosão da violência são um reflexo do caos familiar”.
O discurso mais aplaudido foi o do pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus. “Família é homem, mulher e sua prole. Dê ao resto o nome que quiser, mas não é família”, disse. “A fortaleza da família depende das relações heterossexuais”, acrescentou.
foto: site do PSC
dica do Tércio Ribas Torres

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