quarta-feira, 13 de março de 2013

Polícia prende presidente e ex-presidente e outros dois pastores da igreja Maranata


Foram presos o atual presidente Elson Pedro dos Reis, o ex-presidente Gedelti Gueiros e outros dois pastores, Amadeu Loureiro e Carlos Itamar Coelho
Policial federal recolhe documentos na casa do pastor Amadeu Loureiro. Ao lado, carro com o religioso seguindo para a sede da Polícia Federal Foto: Letícia Cardoso
Policial federal recolhe documentos na casa do pastor Amadeu Loureiro. Ao lado, carro com o religioso seguindo para a sede da Polícia Federal Foto: Letícia Cardoso
Publicado originalmente em A Gazeta
A Polícia Federal, em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual, prendeu o atual presidente da igreja Maranata, Elson Pedro dos Reis, o ex-presidente Gedelti Gueiros e outros dois pastores, Amadeu Loureiro e Carlos Itamar Coelho. As prisões ocorreram na manhã desta terça-feira (12), em cumprimento de mandado da Justiça, que inclui busca e apreensão.
Em nota, o Ministério Público do Estado do Espírito Santo afirmou que a prisão preventiva dos pastores é em decorrência dos fortes indícios de coação direta e indireta praticada contra testemunhas e autoridades responsáveis pelas investigações em face de alguns membros da cúpula da Igreja Maranata no Estado, em curso no âmbito do MPES, da Polícia Federal e do MPF.
cc9_igreja_maranata_praia_da_costa_min_fbccdf-798841-50fbc7a5d783dO MPES destaca que as autoridades responsáveis pelas apurações verificaram que tais condutas foram levadas à efeito objetivando interesses dos investigados em obter situação favorável no âmbito das investigações, intimidando testemunhas e autoridades e dificultando o correto andamento dos trabalhos relativos à desarticulação de um grupo de pessoas, que aproveitando-se do bom nome da Igreja Cristã Maranata (ICM), vem praticando ilícitos, como por exemplo, estelionato, falsidades, tráfico de influência, desvio de erário, lavagem de dinheiro, dentre outros.
Com as prisões, a Justiça busca preservar a vida e incolumidade física e psíquica de testemunhas e autoridades Judiciais, do Ministério Público e da Polícia, todas envolvidas no caso, permitindo o curso livre e desembaraçado dos procedimentos e impedindo afrontas aos poderes constituídos, às leis e a Justiça.
A operação consistiu, ainda, no cumprimento de sete mandados de busca e apreensão, sendo que todo o material arrecadado será analisado e os presos, juntamente com novas testemunhas, serão ouvidos pelo MPES nos próximos dias.
O MPES finaliza destacando que a ação desta terça-feira não tem como intenção macular a imagem da Igreja Cristã Maranata, ao contrário, respeita-se integralmente a liberdade de crença, direito constitucional de exercício ao culto religioso.

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