quinta-feira, 14 de março de 2013

Testemunha contra Igreja Cristã Maranata afirma que foi coagida com arma, segundo o promotor


Nesta terça-feira, testemunhas da investigação sobre a Igreja Cristã Maranata (ICM) disseram ter sido coagidas por líderes da igreja, segundo afirmou o promotor Paulo Panaro, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

  • igreja cristã maranata
    (Foto: http://www.igrejacristamaranata.org.br/)
    Igreja Cristã Maranata.
Desde março de 2012, a igreja vem sendo investigadacrimes de estelionato, lavagem de dinheiro, tráfico de influência, falsidade ideológica e desvio de erário.
Ainda nesta terça-feira, quatro pastores foram presos em uma operação do Ministério Público do Espírito Santo e a Polícia Federal. Entre os presos, estão o presidente afastado 
Gedelti Gueiros e o atual presidenteElson Pedro dos Rei. Eles são suspeitos de intimidar testemunhas e até membros do Ministério Público e do Judiciário.De acordo com Panaro, uma das testemunhas afirmou ter sido intimidada com a presença de uma arma sobre a mesa. Pelos menos seis testemunhas confirmaram a coação.
Há a suspeita de desvio de mais de R$ 20 milhões arrecadados dos dízimos de fieis. Além disso, a igreja é apontada por ex-membros de ter feito compras superfaturadas. Entre os acusados do desvio está um ex-vice-presidente da instituição.
Diante das ocorrências, a própria igreja abriu um procedimento administrativo para investigar sobre os desvios. Uma comissão interna criada analisou a contabilidade da igreja nos últimos 5 anos.
Em nota, a ICM também negou a coação das testemunhas e afirmou que está processando judicialmente algumas delas que estão acusando a instituição.
"É inconcebível, e chega a ser maledicente, tentar vincular à Igreja quaisquer atos de violência", diz trecho do comunicado.

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