sábado, 11 de maio de 2013

Pastor Marcos Pereira tramou assassinato de secretário do governo do Rio de Janeiro, afirma testemunha

Pastor Marcos Pereira tramou assassinato de secretário do governo do Rio de Janeiro, afirma testemunha
Um ex-funcionário da igreja Assembleia de Deus dos Últimos Dias (ADUD) prestou depoimento à polícia somando mais uma acusação à lista de crimes atribuídos ao pastor Marcos Pereira, preso na última terça feira (07). O ex-funcionário da igreja afirmou à Polícia Civil que um grupo liderado pelo pastor articulou a morte do secretário do governo do Rio, Astério Pereira dos Santos, visto que ele impedia a entrada do líder da ADUD em presídios de Bangu.
O ex-funcionário que levou essas informações à Delegacia Especial de Combate às Drogas (DCOD) foi também o responsável por acusar o pastor de ordenar rebeliões e ataques para amedrontar a população do Rio.
A motivação do crime contra Astério teria sido porque ele que suspeitava do envolvimento do pastor com bandidos, e proibiu sua entrada nos presídios de Bangu, temendo que através do religioso saíssem do presídio mensagens para traficantes soltos. Marcos Pereira, como relata a testemunha, tinha “livre acesso com telefones celulares e câmera filmadoras” a presídios e delegacias, exceto aos presídios de Bangu.
De acordo com a revista Veja, o pastor passou cerca de quatro anos proibido de fazer suas pregações em Bangu, até que, por intermédio do grupo AfroReggae, que já atuou em parceria com o Pereira, o acesso ao sistema penitenciário foi liberado. A intervenção da ONG teria sido o que fez o pastor abortar o plano do assassinato, segundo o depoimento.
Segundo a polícia, a testemunha conta que participou de uma reunião entre Marcos, Silvana Santos da Silva – irmã do traficante Marcinho VP e braço-direito do pastor – e outros membros da ADUD em que grupo planejava a morte de Astério.
A testemunha explicou que os planos para o assassinato contariam com a participação policiais que trabalhavam com o então secretário de Administração Penitenciária, que “entregariam toda a rotina (do secretário) e seriam muito bem pagos para matá-lo”. O ex-funcionário da ADUD disse também que durante a reunião o comentário era de “Astério impossibilitava Marcos de entrar em contato direto com os traficantes presos” e que, por isso, “o pastor deixava de tratar de assuntos importantes, como os “toques” (repasse de mensagens entre traficantes presos e o restante da quadrilha).
Por Dan Martins, para o Gospel+

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