quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Debate sobre aceitação da homossexualidade nas igrejas evangélicas gera discussão acalorada entre pastores

Debate sobre aceitação da homossexualidade nas igrejas evangélicas gera discussão acalorada entre pastores
O debate gerado pela pregação cristã contra a prática homossexual é o assunto de maior impacto social atualmente, e a alternativa “teologia inclusiva” também é vista como uma heresia por parte das lideranças evangélicas tradicionais.
Duas lideranças religiosas protagonizaram na última segunda-feira, 26 de agosto, um áspero debate sobre o tema durante o Jornal do Piauí, da TV Cidade Verde.
O ex-pastor presbiteriano João Leite, líder da igreja inclusiva Comunidade Metropolitana, e o pastor Fabrício Fonseca, da Igreja Batista Nacional Nova Vida, defenderam seus pontos de vista durante o programa ao vivo.
“Fui pastor da Igreja Presbiteriana por seis anos e acabei por minha orientação saindo da igreja de tanto as pessoas falarem. Cheguei a casar e isso me afetava muito. Deixei de acreditar no amor de Deus por mim e hoje eu sei que o amor dEle é para todas as pessoas”, argumentou Leite, dizendo ainda que a teologia inclusiva acolhe pessoas sem fazer distinção pela orientação sexual: “A gente crê no Espírito Santo, seguimos a Bíblia e todos os preceitos religiosos. Nossa ideia não é causar polêmica. Só queremos o direito de seguir a Deus”, afirmou.
Porém, o pastor Fonseca contestou os princípios da “teologia inclusiva” e afirmou que os verdadeiros convertidos tem sua vida transformada pelo poder do Espírito Santo: “A ciência comprova que o homem nasce homem por causa dos cromossomos. Isso é cientifico. Se ele quiser, ele pode ser heterossexual. Porque ele não deixa o Espírito Santo trabalhar? Tudo na vida tem que ter regras. Eu não mando ninguém mudar nada. Romanos diz que a fé vem pelo ouvir. Eu vou pregando a palavra e o Espírito de Deus vai trabalhando na pessoa. A Bíblia é quem vai orientar. Se você quiser eu trago duas pessoas no seu programa para provar que são ex-homossexuais”, disse.
Por Tiago Chagas, para o Gospel+

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