sexta-feira, 14 de março de 2014

FAZER DISCÍPULOS OU LOTAR TEMPLOS?

Foi o próprio Senhor Jesus quem estabeleceu as normas do propagação do evangelho. Eu não disse "propaganda" do evangelho; pois isso não envolve, necessariamente, aceitação. Eu disse "propagação", o que implica crescimento apreciável de um projeto. 

Jesus ordenou que seus seguidores formem uma "escola"; por isso, diz "...ensinai todas as nações... ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado..." (Mt 28.19-20). O resultado da atividade de uma escola tem que ser a propagação do que ela transmite. 

Em nossos dias, é possível perceber-se uma certa disposição para "facilitar" a obra evangelística, por causa da intenção "evangelástica". Em toda parte se ouvem instruções assim: "Se você entregar um folheto, já fez a obra!". "Seu testemunho (modo de viver) já é uma pregação!" Não foi isso que Jesus determinou!

Primeiro, evangelismo não é uma atitude ocasional; ou seja; por acaso, encontra-se alguém por aí, e simplesmente se lhe dá um folheto. Anda-se "bem direitinho na vida" para que os incrédulos "vejam Cristo em mim" e corram para a conversão. Errado! Cabe aqui o que Jesus falou aos fariseus, relativamente a outro assunto: "...deveis fazer essas coisas, e não omitir aquelas" (Mt 23.23). 

Devemos ter a preocupação de elaborar um processo de evangelização dos incrédulos; devemos fazer "escola", angariando discípulos, para ensinar-lhes tudo quanto Jesus mandou. 

Claro que os folhetos provocam a curiosidade, eles são "mídia". O bom comportamento social é dever de todo crente; mas é necessário que, além de um viver correto (que muitos incrédulos também têm), haja no crente o interesse em esclarecer a razão desse viver com dignidade (1 Pe 3.15). 

Jesus mandou fazer discípulos; não mandou fazer colegas do dia-a-dia. A Bíblia diz que "devemos ser mestres" (Hb 5.12). Discípulos são alunos, como tais devem ser levados a aprender; mas só aprende quem tem mestre, e mestre tem programa, não ensina ao acaso.

Assim, meus irmãos, é necessário separar-se o que é fazer "mídia" evangelística do que é cumprir a ordem de Jesus: Ide" (Mt 28.19). As igrejas têm que "construir" internamente, entre os seus membros, o processo de discipulado, sem abandonar a panfletagem ou outras mídias. Sem abandonar o dever de cada cristão relativamente à manutenção do bom nome.

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Fonte: Confeitaria Cristã. Divulgação: Púlpito Cristão.

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