Publicado originalmente no Terra
Apontado pela Fifa como uma das grandes promessas do futebol
contemporâneo, Neymar, maior ícone do esporte brasileiro na atualidade,
concedeu uma entrevista ao site da entidade nesta sexta-feira. O jogador
do Santos falou sobre a ascensão de sua carreira, os seus objetivos
vestindo as camisas do clube e da Seleção Brasileira, e sobre o possível
duelo contra o Barcelona, de Lionel Messi, na final do Mundial de
Clubes, que ocorre no Japão, em dezembro.
A Fifa apresenta o craque brasileiro – que “era uma criança há pouco
tempo” – como um atleta que cresce vertiginosamente em sua trajetória
profissional e que ainda desconhece as proporções que seu nome e
atuações despertam nos fãs pelo Brasil e no mundo.
“É a vida que eu escolhi. E eu implorei para Deus que isso
acontecesse. Tudo que eu sempre quis foi jogar futebol, ter uma carreira
de sucesso, fazer minha parte e ganhar reconhecimento ao longo da minha
carreira. Eu tenho tudo o que sempre quis e não seria louco de me
queixar agora”, afirmou Neymar ao site da Fifa.
As “Neymarzetes”, como são conhecidas as fãs do jogador, também foram
citadas pelo site da Fifa, que salientou o fato do camisa 11 santista
ainda ser jovem e não assimilar o que representa ao dar autógrafos e
tirar fotos com quem o admira. “Estou me acostumando aos poucos com
isso, mas quando chego em casa no fim do dia, sou uma pessoa normal. Já
fui fã um dia e agora estou do outro lado. Tenho que respeitar”.
O atacante, no entanto, mostrou-se muito mais incomodado com fatores
que acontecem dentro de campo no futebol brasileiro. Mesmo com
oportunidades de atuar pelo mundo servindo a Seleção Brasileira – fato
comemorado pelo jogador -, os jogos no País ainda incomodam o craque do
Santos.
“Me dá nos nervos às vezes. Jogando no Brasil, a marcação homem a
homem é mais forte. Você recebe uma bola e te batem, recebe outra e
batem novamente. Contra equipes europeias, a marcação é dura, mas é mais
por zona”, disse.
No final da entrevista, a Fifa lembra que Santos e Barcelona podem se
enfrentar na final do Mundial de Clubes, em dezembro, e que Neymar pode
encontrar Messi, companheiro na lista dos 23 melhores jogadores do
mundo. Sobre o hipotético confronto contra o argentino, Neymar foi
objetivo.
“Eu sempre disse que eu ainda tenho muito que aprender. Messi é um
cara que já fez história no futebol e ainda vai conseguir muito mais.
Estou apenas começando e tenho muito que fazer para alcançar o nível que
ele chegou”, afirmou.
Foto: Getty Images
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