domingo, 18 de março de 2012

Sete razões favoráveis a ordenação de mulheres pastoras

Hermes C. Fernandes

Aproveitando o mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, resolvi escrever um artigo sobre o tão polêmico tema. Respeitando os discordantes, quero expor aqui as razões pelas quais defendo a ordenação feminina, tanto ao presbiterato, quanto ao diaconato.

1 – Em Cristo acabam as distinções étnicas, sociais e sexistas
“Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.” Gálatas 3:28
Se Deus pode incluir judeus e gentios no ministério, por que não incluiria tanto homens quanto mulheres? Se vamos manter a distinção entre sexos, deveríamos também manter a distinção entre dias, meses, anos, entre judeus e gentios, entre animais limpos e impuros, etc.

2 – A atividade pastoral é, antes de tudo, um dom – O argumento usado por Pedro para justificar a inclusão dos gentios na igreja foi o dom do Espírito que lhes fora concedido da mesma maneira como aos judeus. Como os apóstolos poderiam impedir a sua inclusão? Semelhantemente, a igreja deve reconhecer o dom pastoral que tem sido concedido a indivíduos do sexo feminino. Ordenar nada mais é do que reconhecer o dom. Negar-se a reconhecer o dom conferido por Deus é o mesmo que resistir a Deus. Confira:
“Portanto, se Deus lhes deu o mesmo dom que a nós, quando havemos crido no Senhor Jesus Cristo, quem era então eu, para que pudesse resistir a Deus? E, ouvindo estas coisas, apaziguaram-se, e glorificaram a Deus, dizendo: Na verdade até aos gentios deu Deus o arrependimento para a vida.” Atos 11:17-18
Se os líderes atuais reconhecessem o dom pastoral que Deus tem concedido à mulheres, toda discussão cessaria. Alguns, mesmo reconhecendo do dom, negam o título. Algumas denominações preferem chamá-las de ‘missionárias’, ‘doutoras’, mas jamais ‘pastoras’. Chega a ser ridículo. Em contrapartida, encontramos muitos homens que ostentam o título sem jamais terem sido vocacionados para o desempenho do pastorado. Patético e lamentável.


3 – O Dom de Profecia é dado tanto a homens quanto a mulheres
“E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões.
E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito.”
Joel 2:28-29
De acordo com o discurso de Pedro no dia de Pentecostes, tal profecia cumpriu-se cabalmente quando o Espírito foi profusamente derramado sobre os 120 discípulos reunidos no cenáculo. Ora, se as mulheres devem manter-se caladas na igreja, conforme interpretam alguns a instrução paulina, logo, como elas poderiam profetizar? Por linguagem de sinais? rs Lemos em Atos 21:8-9 que Filipe, um dos sete diáconos originais, também reconhecido como evangelista, tinha quatro filhas que profetizavam. E o que seria “profetizar” dentro do contexto neotestamentário? Paulo responde: “o que profetiza fala aos homens, para edificação, exortação e consolação” (1 Coríntios 14:3). Os mesmos que se manifestam contrários à ordenação feminina dizem que o exercício do dom de profecia está ligado à atividade pastoral . O pastor é o profeta da igreja. Através da pregação, ele edifica, exorta e consola. Ora, ora… Seguindo a mesma linha de raciocínio, uma mulher que tenha recebido de Deus tal dom, estaria habilitada pelo Espírito a exercer o ministério pastoral.

4 – O sacerdócio universal dos crentes


Alguém poderá argumentar que embora encontremos profetizas nas Escrituras, jamais encontramos sacerdotisas. Mas peraí… Cristo não substitiu o sacerdócio levítico por um eterno, onde todos somos igualmente sacerdotes?
“Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo (…) Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.”
1 Pedro 2:5,9
Eis um dos pilares da reforma protestante. Todos os crentes são sacerdotes, sem importar seu gênero. Manter a distinção entre clero e leigos é um ranço indesejável que herdamos do romanismo. E como sacerdotes, temos duas atribuições: a) oferecer sacrifícios espirituais a Deus b) anunciar as virtudes d’Aquele que nos chamou das trevas para a luz. Homens e mulheres estão igualmente incumbidos disso. Ora, por que razão deveríamos privar mulheres de celebrar os sacramentos/ordenanças (Leia-se Ceia e Batismo)? Conheço denominações em que as mulheres podem ensinar, pregar, trabalhar na secretaria, evangelizar, mas não podem celebrar a ceia ou o batismo. Isso não faz o menor sentido. Quem está habilitado a anunciar as virtudes do Deus vivo e a oferecer sacrifícios espirituais também está habilitado a partir o pão e batizar. Questão de coerência. O problema é que os homens não querem abrir mão da proeminência. Durante a celebração da primeira eucaristia, Jesus despiu-Se diante dos discípulos, cingiu-se de uma toalha e lavou-lhes os pés. Alguns entendem que o lava-pés seria uma cerimônia complementar da Ceia do Senhor. Mesmo que não encaremos como uma ordenança, não podemos fazer vista grossa ao fato de que foi durante a Ceia que Ele nos deu tal exemplo. Escrevendo a Timóteo, Paulo diz que antes de inscrever uma viúva para ser socorrida pela igreja, dever-se-ia verificar se a mesma praticou toda a boa obra, inclusive lavar os pés aos santos (1 Tm.5:10). À esta altura, o lavar os pés dos irmãos havia se tornado numa prática constante na igreja. Jesus deixara o exemplo aos Seus discípulos homens, porém, mesmo as mulheres a observavam. Isso fazia parte da diaconia, exercida tanto por homens quanto por mulheres.

5 – Foi a uma mulher que Jesus confiou o primeiro “ide” após Sua ressurreição


Jesus poderia ter aparecido primeiramente aos Seus discípulos homens, mas preferiu aparecer primeiro a uma mulher, a quem confiou Seu primeiro “ide” (Jo.20:17). É possível que os discípulos tenham se sentido desprestigiados por isso. - Por que a uma mulher, e não diretamente a nós? Talvez isso indicassse a importância que Jesus atribuia ao gênero feminino na difusão do Evangelho.


6 – Há evidências de que havia liderança feminina na igreja primitiva
Recomendo-lhes nossa irmã Febe, serva da igreja em Cencréia. Peço que a recebam no Senhor, de maneira digna dos santos, e lhe prestem a ajuda de que venha a necessitar; pois tem sido de grande auxílio para muita gente, inclusive para mim. Saúdem Priscila e Áqüila, meus colaboradores em Cristo Jesus. Arriscaram a vida por mim. Sou grato a eles; não apenas eu, mas todas as igrejas dos gentios. Saúdem também a igreja que se reúne na casa deles. Saúdem meu amado irmão Epêneto, que foi o primeiro convertido a Cristo na província da Ásia. Saúdem Maria, que trabalhou arduamente por vocês. Saúdem Andrônico e Júnias, meus parentes que estiveram na prisão comigo. São notáveis entre os apóstolos, e estavam em Cristo antes de mim.
Romanos 16:1-7
Quanta informação valiosa numa simples saudação! No texto original, Febe é chamada “diaconisa na igreja em Cencréia”. De acordo com o testemunho do autor patrístico Teodoreto de Ciro (393 – 466 d.C.), Febe era uma pregadora itinerante cuja fama correu o mundo todo. “Ela era conhecida não apenas entre os Gregos e Romanos, mas entre os bárbaros também”. E Febe não foi a única. Uma pedra tumular foi achada em 1903 no Monte de Oliveiras com esta inscrição: "Aqui jaz a serva e virgem noiva de Cristo, Sofia, a diaconisa, a segunda Febe". Isso demonstra que Febe tornou-se numa espécie de referência de liderança feminina na igreja primitiva.

Em sua recomendação, Paulo dá testemunho de que Febe teria sido de grande auxílio para muita gente, inclusive para ele mesmo. O texto original nos fornece uma compreensão um pouco mais acurada: "Porque ela tem sido indicada, realmente por minha própria ação, uma oficial presidindo sobre muitos."

O termo traduzido como “auxílio” é prostatis (Rom. 16:2). Esta palavra não é traduzida dessa maneira em nenhum outro lugar nas Escrituras gregas. Foi uma palavra comum e clássica que significava "padroeira ou protetora, uma mulher colocada por cima dos outros". É a forma feminina do substantivo masculino prostates, que significa "defensor" ou "guardião" quando se refere aos homens. Em 1 Timóteo 3:4-5,12 e 5:17, o verbo proistemi é usado a respeito das qualificações dos bispos e diáconos quando Paulo ordenou aos homens a "governarem" bem as suas casas, que incluiu cuidar das suas necessidades. O que foi que significou para homens, deve significar o mesmo para as mulheres. O que foi que estes bispos e diáconos fizeram para as suas casas, Febe fez para a igreja e Paulo. As posições foram idênticas.

Se nós recusarmos a admitir que Febe "governou", ou "liderou", ou foi uma "defensora", ou "guardiã", então nós precisamos rebaixar os diáconos para qualquer nível em que Febe estava ministrando. Se Febe só "auxiliou”, então é só isso que os diáconos fizeram. Seria muito inconsistente traduzir a palavra como "governador" quando se refere aos homens e "auxílio" quando se refere as mulheres.

Entre os que recebem a saudação paulina, destacam-se Priscila e Áquila, responsáveis por ensinar o Evangelho com mais precisão a Apolo, um dos mais eloquentes pregadores da época. Propositadamente, Paulo menciona Priscila antes de Áquila, o que poderia soar indelicado, para indicar sua importância ministerial. Um pouco mais adiante, Paulo nos revela dois personagens curiosos, a saber, Andrônico e Júnias, “notáveis entre os apóstolos”. Se, de fato, ambos, marido e mulher, eram considerados “apóstolos”, não sobre margem pra discutir sobre a legitimidade da liderança feminina na igreja primitiva.

7 – Porque está comprovado a capacidade feminina em exercer qualquer papel antes atribuído somente aos homens


Tenho sido testemunha do flagrante sucesso obtido por mulheres no exercício do ministério pastoral. Algumas obtiveram êxito onde homens falharam. Eu poderia citar vários casos do meu conhecimento. Depois de todas as conqusitas da mulheres na segunda metade do século XX pra cá, seria, no mínimo, anacrônico acreditar em sua incompetência para a liderança eclesiástica. Muito antes da revolução cultural, em tempos bíblicos elas já demonstravam suas habilidades como rainhas, juízas, profetizas, e, diga-se de passagem, até pastoras. Vide Ester, Débora, Ana e Raquel. Por que razão Deus as privaria do privilégio de serem instrumentos do Seu amor para cuidar do Seu rebanho particular?


Fonte: Genizah http://www.genizahvirtual.com/#ixzz1pUeP0ERU

5 comentários:

  1. Teríamos uma grande surpresa e buscássemos como metodologia o literalismo com que tentam impedir a ordenação feminina, aquele que diz que quando a Bíblia dispõe sobre funções eclesiástica sempre aparece no masculino, me lembro de um argumento que os ingleses usam para justificar a posse das Falkland-Malvinas. Eles dizem que os moradores da ilha, quando indagados, não querem a cidadania argentina e sim a inglesa. Parece uma grande verdade, mas só até descobrirmos que cidadãos argentinos não podem morar na ilha. Só os de ascendência inglesa. É mais ou menos esta insinceridade que está na argumentação quanto o gênero que aparece nos cargos que estão na Bíblia. A Bíblia usa, por exemplo a ideia de o sol parar no céu, de o sol se pôr, que na verdade, pelos conhecimentos de hoje não é nada assim. Quando a Bíblia atribui os sentimentos, pensamentos e intenções ao coração é porque naquela época não se sabia que o cérebro era a sede das emoções. Uma pequena nuvem do tamanho da mão de um homem é uma simples questão de paralaxe. Uma nuvem rigorosamente deste tamanho é simplesmente invisível a qualquer distância. Um homem no horizonte não é visível, uma mão muito menos. O que a Bíblia, na verdade diz: que alguém (autor do Primeiro Livro dos Reis) escreveu que alguém disse que viu, mas realmente não viu exatamente como falou. Entendem? Ele pode ter dito, mas não viu, pelo menos não exatamente daquela forma.
    Se nós não tecermos estas reflexões, não somos espiritualmente distorcidos como alguns querem colocar nesta cruzada medieval. Somos intelectual e academicamente indignos. Nem seria preciso ir para a Bíblia. O Hino Nacional Brasileiro, como certeza, refere-se a todos os brasileiros e brasileiras quando se limita a usar o masculino. Quando diz "verás que um filho teu não foge à luta", está incluindo todas as heroínas, também, que tenham os brios ali sugeridos.
    Quando digo que teríamos uma surpresa e que, literalmente entendendo e literalmente falando, teremos que a Ceia do Senhor só referida nos evangelhos, em sua instituição por Cristo e, depois e finalmente, em 1 Co 11. Nos evangelhos, só homens estiveram com Cristo na celebração daquela Páscoa. Em Primeira aos Coríntios, só homens também. Mulher? Nenhuma! É claro que a Bíblia não diz isto, mas – não esqueçam – eu estou usando o raciocínio dos que dizem que a Bíblia não respalda o pastorado feminino. Nos únicos lugares em que se fala na Ceia do Senhor, mulher nenhuma é referida. A Bíblia, se “proíbe” mulher de ministrar a Ceia do Senhor pela omissão em apontá-la como Ministra do Evangelho e pela escolha do gênero gramatical masculino, também impede a mulher de participar como corpo, pela mesma omissão e pela mesma opção pelo masculino. A referida epístola aos Coríntios usa, referindo-se a pessoas da comunidade coríntia, além de pronomes e artigos masculinos, os seguintes substantivos e adjetivos e formas nominais de verbos: sinceros, culpado, homem, fracos, julgados, repreendidos, condenados, irmãos (1 Coríntios 11:17-34). Ou seja, usando a mesma lógica dos que proíbem o pastorado feminino, está também proibida a participação feminina na Ceia, devendo elas serem consideradas como não integrantes do Corpo de Cristo. (É relevante lembrar que a doutrina paulina da Ceia vem após, e no mesmo capítulo, em que aparece a forma de trajar do homem e da mulher. Ali o que respeita à mulher está apontado com a flexão em gênero, no feminino.
    (...continua)

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  2. Mais um pouquinho e o mesmo teria acontecido com o batismo. A Bíblia só usa o particípio “batizada” no feminino, para referir-se à multidão, substantivo sobrecomum, ou para referir-se à Lídia, em Atos 16, vendedora de púrpura. Alguém poderia dizer este exemplo isolado encerra a polêmica e cala satisfatoriamente esta provocação que faço. Há, sim, argumentos, mas não pelo critério dos inimigos do pastorado feminino. Todos os argumentos que os defensores de ordenação de mulheres usam são rechaçados como exceção. É o caso de Débora, de Júnias, de Priscila. Eles entendem que Deus só as usou por falta de elemento masculino. Como Lídia era uma líder nessas características, eu, racionando como eles, chego à conclusão de que mulher não pode ser batizada também e que Lídia só foi porque liderava num ambiente de escassez de líderes masculino. E era exatamente o caso, em Tiatira, nos limiares ainda da Igreja.
    Não quero ser jactancioso, mas para quem frequenta ambiente realmente intelectual pode-se apenas permitir dar o desconto de respeito humano. Aceitar discutir como nós temos feito põe-nos na condição de tolerantes. Seria a mesma coisa de um darwinista tentar responder a quem pergunta: “Se o homem veio do macaco, por que o macaco no zoológico não vira homem?” Sim, aceitar responder tal pergunta exigirá descer muito o nível lógico do diálogo, sendo que fé e inteligência não são coisa reciprocamente excludentes.
    Finalmente, mulher é batizada porque os homens querem, participam da Ceia do Senhor porque os homens querem e serão pastoras nas igrejas se os homens quiserem. Nestes três assuntos, a Bíblia se comporta da mesma maneira, mas os homens escolhem critérios diferentes para ler.

    Pastor Wilson Barboza da Silva

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  3. PELO FIM DA OPRESSÃO ÀS MULHERES NAS IGREJAS EM GERAL

    Como pastora conferencista, palestrante e pregadora da Palavra de Deus, a PALAVRA PROFÉTICA que Deus me deu para 2010 é “PELO FIM DA OPRESSÃO ÀS MULHERES NAS IGREJAS EM GERAL”.
    Segundo o filólogo Aurélio Buarque de Holanda opressão é o ato ou efeito de oprimir,
    exercício exagerado de poder ou de violência sobre indivíduos ou grupos.
    As opressões em geral se manifestam de forma direta e/ou de forma indireta.
    AS OPRESSÕES DE FORMA DIRETA SÃO CARACTERIZADAS PELO(A):
    ato de oprimir;
    exercício exagerado de poder;
    violência sobre indivíduos.
    PODEMOS PERCEBER AS OPRESSÕES DE FORMA DIRETA, ATRAVÉS DO ATO DE OPRIMIR, QUANDO EXISTE A PROIBIÇÃO DE QUE AS MULHERES:
    . entrem nas assembléias das convenções de suas denominações;
    . assistam as assembléias das convenções de suas denominações;
    . tenham o direito de voz e de voto nas assembléias das convenções de suas denominações;
    . se filiem as convenções de suas denominações;
    . ocupem o púlpito e só dirijam as reuniões do círculo de oração, da união feminina, da assistência social, etc.; em “mesinhas” colocadas embaixo do púlpito;
    . sejam ordenadas a pastoras, evangelistas, presbíteras e diaconisas;
    . dirijam igrejas;
    . dirijam cultos públicos;
    . se candidatem aos cargos de presidente e vice-presidente da igreja;
    . dirijam institutos, seminários, faculdades, universidades bíblicos;
    . doutrinem, ensinem e preguem em cultos públicos, etc.
    PODEMOS PERCEBER AS OPRESSÕES DE FORMA DIRETA, NAS IGREJAS QUE JÁ AVANÇARAM UM POUCO, ATRAVÉS DO EXERCÍCIO EXAGERADO DE PODER, QUANDO EXISTE A PROIBIÇÃO DE QUE AS MULHERES:
    . ocupem o púlpito de calça comprida e sem mangas e, ao homem é facultado ocupar o púlpito com o traje que escolher;
    . cantem no coral de calça comprida e sem mangas e, ao homem é facultado cantar com o traje que escolher;
    . toquem instrumentos musicais na orquestra, de calça comprida e sem mangas e, ao homem é facultado tocar com o traje que escolher;
    . atuem como diaconisas, presbíteras, evangelistas e pastoras, de calça comprida e sem mangas e, ao homem é facultado atuar nos mesmos cargos com o traje que escolher, etc.

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  4. PELO FIM DA OPRESSÃO ÀS MULHERES NAS IGREJAS EM GERAL

    PODEMOS PERCEBER AS OPRESSÕES DE FORMA DIRETA, NAS IGREJAS QUE JÁ AVANÇARAM UM POUCO, ATRAVÉS DA VIOLÊNCIA SOBRE INDIVÍDUOS, QUANDO DETERMINADAS MULHERES QUE SUGEREM, CRITICAM E QUESTIONAM SÃO PROIBIDAS DE:
    • serem ordenadas a pastoras, evangelistas, presbíteras e diaconisas e as demais mulheres que se calam, se conformam e se resignam são ordenadas;
    • dirigirem igrejas e as demais mulheres que se calam, se conformam e se resignam são enviadas para dirigir;
    • dirigirem cultos públicos e as demais mulheres que se calam, se conformam e se resignam são designadas para dirigir;
    • se candidatarem aos cargos de presidente e vice-presidente da igreja e as demais mulheres que se calam, se conformam e se resignam são indicadas para concorrerem aos mesmos;
    • dirigirem institutos, seminários, faculdades, universidades bíblicos e as demais mulheres que se calam, se conformam e se resignam são convidadas para dirigi-los;
    • doutrinarem, ensinarem e pregarem em cultos públicos e as demais mulheres que se calam, se conformam e se resignam são escaladas para doutrinar, ensinar e pregar nos referidos cultos, etc.
    AS OPRESSÕES DE FORMA INDIRETA SÃO CARACTERIZADAS PELO(A):
    . efeito de oprimir;
    . violência sobre grupos;
    . sobrecarga com peso.
    PODEMOS PERCEBER AS OPRESSÕES DE FORMA INDIRETA, ATRAVÉS DO EFEITO DE OPRIMIR, QUANDO AS MULHERES SEM MAIS SUPORTAR A OPRESSÃO NA IGREJA:
    . desistem de sugerir, criticar e questionar;
    . se calam, se conformam e se resignam;
    . desistem do exercício de seus ministérios;
    . adoecem acometidas de enfermidades como estresse, depressão, síndrome do pânico, etc.
    PODEMOS PERCEBER AS OPRESSÕES DE FORMA INDIRETA, ATRAVÉS DA VIOLÊNCIA SOBRE GRUPOS, QUANDO AOS POUCOS DEPARTAMENTOS DA IGREJA LIDERADO POR MULHERES:
    . são negadas verbas para investimento e as mulheres . precisam gerar recursos através de bazares, festas, cantinas, etc.; enquanto que nos departamentos liderados por homens as verbas são liberadas com presteza;
    . há o corte de verbas, tendo as mulheres de complementá-las com bazares, festas, cantinas, etc.; enquanto que nos departamentos liderados por homens o corte não acontece;
    . são exigidos o cumprimento de metas difíceis de serem alcançadas enquanto que nos departamentos liderados por homens, as metas exigidas são factíveis;
    . são os únicos departamentos em que as mulheres podem doutrinar, ensinar e pregar, etc.

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  5. PELO FIM DA OPRESSÃO ÀS MULHERES NAS IGREJAS EM GERAL

    PODEMOS PERCEBER AS OPRESSÕES DE FORMA INDIRETA, ATRAVÉS DA SOBRECARGA COM PESO, QUANDO DE EXIGE DAS POUCAS MULHERES QUE OCUPAM CARGOS NA IGREJA:
    . entrarem e assistirem as assembléias das convenções de suas denominações, porém sem direito a se filiarem e sem direito a voz e ao voto;
    . terem o direito de se candidatarem apenas aos cargos de secretária e/ou tesoureira, na diretoria da igreja;
    . executarem as funções de pastora, evangelista, presbítera e diaconisa, no entanto, sendo proibidas de receberem esses títulos e recebendo o título de missionárias;
    . um desempenho acima do desempenho exigido dos homens que também ocupam e/ou ocuparam o mesmo cargo;
    . uma dedicação de tempo integral, sem remuneração, quando aos homens que ocupam e/ou ocuparam o mesmo cargo não se exige e/ou exigia essa dedicação e os mesmos eram remunerados para o exercício do cargo;
    . entregarem o cargo, muitas das vezes por telefone, sem nenhuma justificativa plausível quando aos homens, normalmente existe uma reunião formal para que se dê a entrega do cargo, além de, ao mesmo tempo, elevá-lo a um outro cargo, de preferência superior ao que está deixando;
    . exercerem o seu ministério em parceria com o marido, realizando as mesmas funções que ele e, o marido recebe o título de pastor, evangelista, presbítero e diácono e a mulher é proibida de recebê-los, além de o marido ser remunerado e a mulher não, etc.
    Na Bíblia Sagrada, em Zc. 9. 8, 12, Deus faz uma promessa de proteção para Judá, enquanto seus vizinhos estiverem nas garras dos opressores e das opressoras (14): “Defenderei a minha casa contra os invasores e as invasoras. Nunca mais um opressor ou uma opressora passará por cima do meu povo, porque agora eu vejo isso com os meus próprios olhos. Voltem à sua fortaleza, ó prisioneiros, ó prisioneiras da esperança; pois hoje restaurarei tudo em dobro para vocês”.
    EM 2010, AS PROMESSAS DE DEUS PARA AS MULHERES QUE FORAM E/OU ESTÃO SENDO OPRIMIDAS POR HOMENS E MULHERES, NAS IGREJAS EM GERAL, SÃO:
    . Deus está vendo com os seus próprios olhos, cada uma das opressões de que as mulheres de Deus têm sido vítimas na Casa de Deus;
    . Deus defenderá cada mulher de Deus contra todas as opressões de que têm sido vítimas na Casa de Deus;
    . Deus nunca mais permitirá que os opressores e as opressoras, que têm agido na Casa de Deus, passem por cima das mulheres de Deus;
    . Deus restaurará em dobro tudo que foi perdido por cada mulher de Deus, pela opressão sofrida na Casa de Deus.
    MAS, PARA QUE VOCÊ MULHER, VIVA ESSAS PROMESSAS EM SUA VIDA, A PARTIR DO ANO DE 2010, PRECISA TOMAR ALGUNS POSICIONAMENTOS:
    . colocar realmente Deus, Jesus Cristo e o Espírito Santo em primeiro lugar na sua vida;
    . admitir que você está sendo oprimida;
    . identificar que tipo de opressão você está sofrendo;
    . ter a coragem de jejuar, orar e pesquisar a Palavra de Deus para descobrir tudo que Deus, Jesus Cristo e o Espírito Santo dizem contra a opressão;
    . ir a Casa de Deus com o compromisso de não olhar para os opressores e as opressoras e sim para Deus, para Jesus Cristo e para o Espírito Santo;
    . voltar a Casa de Deus, como prisioneira da esperança de que, O QUE DIZ A PALAVRA DE DEUS CONTRA A OPRESSÃO PREVALECERÁ, EM NOME DE JESUS!

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