sábado, 18 de fevereiro de 2012

‘Psicóloga cristã’ faz desafio: ‘Quero ver se tem macho para me cassar’

 
Marisa Lobo, que mistura psicologia com pregação religiosa e diz ser 'psicóloga cristã', escreveu em seu Twitter: “Quero ver se tem alguém macho para me cassar por que falar de Deus no meu TT. Nenhum código de ética está acima da Constituição do Brasil”. 
Trata-se de um desafio ao CRP (Conselho Regional de Psicologia) do Paraná, que deu 30 dias para que ela desvincule na internet a profissão de sua crença religiosa. Ela corre o risco de ter cassado o seu registro profissional.

O artigo número do código de ética da profissão diz que ao psicólogo é vedado "induzir a convicções políticas, filosóficas, morais, ideológicas, religiosas, de orientação sexual ou a qualquer tipo de preconceito, quando do exercício de suas funções profissionais".

Até agora, desde que foi advertida, no começo do mês, Marisa tem apostado no confronto com a entidade de classe, usando no Twitter um vocabulário no mínimo estranho para alguém que insiste em se apresentar como profissional de psicologia.

Ela  fala que segue o “psicólogo Jesus”, diz estar sendo atacada por pessoas “usadas pelo diabo”, que os ateus querem dominar o mundo, e por aí vai.

Seguem alguns seus twitters.

  Vocabulário de guerra religiosa

"Esqueci que vocês querem dominar o mundo, uma minoria ateísta acha que pode com meu Deus. VÃO TENTANDO TÁ. DEUS ESTÁ NO CONTROLE."
"O que vocês não sabem é que quanto mais batem, mais Deus me honra. Ele existe. Vão saber, quanto terminarem seus dias, para onde irão? EU SEI."

"É a ciência de Deus [o que ela exerce]. Seu código de ética é a Bíblia. Seu psicólogo, Jesus. Seu juramento, “Eu voltarei”."

"Ore por mim, amado, os ataques de pessoas usadas pelo diabo é grande, preciso de amigos."

"Vão me cassar porque eu disse que: como psicóloga não acredito na cura da dependência química sem ajuda de Deus. Quem acredita?"

"A fiscal [do CRP] me disse: você não precisa ser cassada, faça como as outras, deixe sua profissão e vai ser pastora. Pode??"

"Não recuso, não desisto da profissão. Vou exercer meu direito de psicóloga e poder gritar fora do meu consultório que AMO MEU DEUS."

Fonte: Paulo Lopes

Um comentário:

  1. Não achei bom este artigo, parece atacar a irmã. Este paulo lopes se não me engano é um conhecido neo-ateo, antireligioso.

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